Os genes envolvidos na inflamação, que provavelmente são mais accionados após a gravidez, podem estar ligados ao cancro da mama associado à gravidez, descobriram investigadores norte-americanos.
Engravidar numa idade jovem reduz o risco de cancro da mama a longo prazo, mas há um risco aumentado de desenvolver a patologia durante a gravidez e até dez anos após o parto. Estes casos associados à gravidez são altamente agressivos, disse a equipa da Universidade de Illinois em Chicago, citada pelo site HealthDay.
Os investigadores analisaram o nível de expressão de 64 genes em tecidos de mulheres com idades entre os 18 e os 45 anos que tiveram biópsias mamárias benignas e cirurgias de redução do peito.
Os cientistas descobriram que 22% dos genes mostraram diferenças significativas na expressão do tecido mamário de mulheres que nunca tiveram filhos e naquelas que tiveram. E concluíram que os genes ligados à inflamação estavam mais activos nas mulheres que tinham dado à luz.
"Os nossos resultados mostraram um aumento da actividade inflamatória/imunitária na mama após a gravidez. Esta resposta não se limitou ao grupo de mulheres recentemente grávidas, aparecendo também nas gestações mais distantes", explicou a investigadora Debra Tonetti, professora de farmacologia.
O estudo, publicado na Cancer Prevention Research, pode ajudar a trazer novas abordagens de prevenção e tratamentos no cancro da mama relacionado à gravidez.
in pop.eu.com
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