Foi ainda indicado que a "porta de entrada" para o início dos processos de tratamento será através de uma triagem e gestão de médicos de família.
Esse registo acontecerá através de um programa informático, o que permitirá ainda que os exames clínicos acompanhem os casais durante todas as etapas do processo, evitando as "redundâncias e repetições" actuais.
Mas por resolver, segundo Filomena Gonçalves, continua a falta de reconhecimento da infertilidade como doença por parte das seguradoras, "o que pode ser resolvido com vontade política", a não calendarização para um banco público de gâmetas e a comparticipação de 37 por cento dos medicamentos, "o que é manifestamente insuficiente".
Filomena Gonçalves sublinhou ainda que o objectivo de triplicar os ciclos de tratamento anuais - dos actuais 2.500 para 6.250 - e realizar metade destes no Serviço Nacional de Saúde pressupõe novas infra-estruturas ou alargamento dos serviços de medicina reprodutiva.
Por isso, a API defende que o Estado deveria ter começado já a encaminhar os casais para o sector privado, já que o limite de idade de tratamentos para a mulher é de 38 anos e o tempo de espera para consultas e tratamentos é de vários meses.
In JN
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