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Gravidez tardia eleva casos de síndrome de Down

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Enviar por e-mail O número de diagnósticos de síndrome de Down cresceu 71% de 1989 a 2008 na Inglaterra e no País de Gales, segundo estudo publicado no "British Medical Journal" (BMJ). Um dos motivos apontados foi o aumento no número de mulheres mais velhas que decidem ter filhos - mulheres com mais de 40 anos têm uma chance 16 vezes maior de gerar uma criança com a doença do que mães com 25 anos.


No mesmo período, o número de crianças vivas que nasceram com síndrome de Down caiu 1%, pois 92% das mães que optaram pelo exame pré-natal e diagnosticaram a doença realizaram aborto. Segundo projeção dos autores da pesquisa, se não houvesse a alternativa da interrupção da gravidez, o número de crianças que nascem com síndrome de Down nos dois países teria crescido 48% no período, pois aumentou o número de mulheres que optam por atrasar a gravidez.


Em 2001, o Comitê Nacional de Monitoramento, no Reino Unido, determinou que todas as mulheres deveriam ser informadas sobre a disponibilidade de testes pré-natais para diagnóstico de síndrome de Down. A medida surtiu resultados. O porcentual de mulheres com menos de 37 anos que decidiu realizar o teste pré-natal cresceu de 3% em 1989 para 43% em 2008. No entanto, nas mães com mais de 37 anos, a proporção manteve-se constante em 70%, apesar do risco ser maior nesta faixa etária e do aprimoramento dos testes.


Os autores concluem que, com o aumento no número de mulheres que têm filho mais tarde e a permanência de uma parcela considerável que opta por não realizar o diagnóstico pré-natal "haverá ainda um grande número de nascidos vivos com a doença (no Reino Unido)". Por isso, "o monitoramento dos números de bebês nascidos com a síndrome é essencial para assegurar a correspondência adequada às suas necessidades".(AE)

in Jornal Cruzeiro


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