
Regras de Ouro para usar na relação com as crianças quando existe uma separação
Se a sua relação não vai bem, se por algum motivo não se sente feliz com o seu casamento, se o seu (sua) companheiro (a) a (o) desilude, se você se desilude a si própria (o) na relação
, ou se a relação vai acabar proximamente, ou já acabou... trimmmmmmm.
Oiça o som desta campainha. Tudo é permitido na “guerra” menos usar as crianças.
Lembre-se o quão feliz ficou quando soube que ia ser mãe/pai.
Lembre-se do seu bebé no dia que nasceu e daquele olhar inocente que penetrava na sua alma.
Lembre-se do quanto ele (ela) a (o) fazem sentir-se bem.
Qualquer criança tem um desenvolvimento mais harmonioso e saudável se puder disfrutar da companhia e do amor do pai e da mãe.
Quando os pais estão de costas voltadas, dentro ou fora da mesma casa, a tendência é usarem os filhos para mediarem a sua raiva e as suas frustrações.
Não o faça!
Eis algumas dicas para protecção das crianças:
ï€ Não discuta à frente dos seus filhos.
ï€ Explique-lhes que o amor entre o casal acabou, mas o amor por eles, filhos, é incondicional e eterno.
ï€ Não use os seus filhos para criar sentimentos de culpa, exigir ou atingir os seus fins pessoais, porque a meio desse processo irá magoar também a criança e torná-la mais frágil.
ï€ Os filhos tendem a identificar-se com os pais; não quebre esse processo.
ï€ Aprendemos por modelagem; se vê no (a) seu (sua) filho (a) caracteristicas que abomina no seu ex. , não se esqueça que são pessoas diferentes.
ï€ tente dialogar e marcar periodicamente pequenos encontros, pacíficos, para traçarem em conjunto as linhas educativas dos vossos filhos
ï€ faça com que o regime de visitas imposto não se torne pesado para a criança. Ambos os pais têm direito a estar com os filhos, mas não devem perder a principal linha condutora, o direito supremo da criança. Se existe uma festa de anos, se a criança tem de estudar ou se simplesmente não lhe apetece sair de casa, não force o encontro. Remarque-o.
ï€ Não deixe de cumprir as regras e os horários da criança, pelo que deve trazê-la a casa nos dias de visita à hora combinada.
ï€ Não deixe de pagar a pensão de alimentos. A pensão é para assegurar o bem-estar dos seus filhos.
ï€ Por muito que a separação tenha sido traumática, não deixe de pensar que é também uma mudança na vida das crianças. Torne-a natural e aumente os tempos de prazer e lazer.
ï€ Não desestruture no fim-de-semana o que foi construído durante a semana, pois a criança vai aperceber-se que você está diferente e mais indiferente.
ï€ Não deixe que a sua família e amigos critiquem o (a) seu (sua) ex. diante das crianças.
ï€ Não pergunte demais e não peça relatórios quando a criança chega da casa do (a) seu (sua) ex- companheiro (a), desde que sinta que ela vem bem e feliz.
Esse é o único sinal de que se deve assegurar.
ï€ Aceite que a pessoa de quem se separou pode reconstruir a sua vida afectiva, e não encha a cabeça da criança de juízos de valor e agressividade face à nova pessoa. Deixe que seja a criança a emitir a sua opinião genuína.
ï€ Tenha um espaço na sua casa, caso só receba a criança ao fim-de-semana, especial e apropriado, para que a criança se sinta confortável. Prepare-o como se ela vivesse consigo.
ï€ Se houver necessidade de troca de fins-de-semana, faça-o sem guerrear, para bem de todos.
ï€ Telefone todos os dias, interesse-se pelo dia-a-dia e partilhe a sua vida com os seus filhos.
ï€ Seja presente nas suas vidas e faça com que eles sintam que são importantes para si, tão importantes como antes.
Fala-se hoje em em dia bastante em alienação parental, situação na qual um dos progenitores tenta banir o outro da relação com os filhos, o que tem efeitos devastadores nas crianças, nomeadamente de uma enorme perda assemelhada a um luto.
Mais comum e infelizmente menos faladas pela sua banalização, são as situações em que um dos progenitores se demite totalmente das suas responsabilidades, deixa de querer ver os filhos, deixa de se interesar e deixa de contribuir financeiramente para a sobrevivência dos filhos, criando situações de graves carências primárias e contribuindo para que as crianças tenham que mudar de casa, mudar de escola, mudar de hábitos e mudar de vida.
Ambos cenários representam situações graves, evitáveis, que podem deixar marcas profundas às crianças, aos nossos filhos, àqueles que mais amamos na vida.
Lembre-se de colocar os seus filhos bem acima de qualquer sentimento negativo pelo (a) seu (sua) ex –companheiro (a)
Especialistas do Portal dobebe.com
Ana Magalhães, pela Oficina de Psicologia
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