do Bebé, para o Bebé, pelos Bebés

Quando o seu filho prefere o Papá!!

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pai
Bem nove meses na barriga e o corpo da mulher transforma-se para que ele cresça. Depois: colo, dar de mamar, carinho em tempo integral. 100% o seu filhote! Ele é tão dependente que a mãe fica convencida que o filho é apenas Dela! Passado algum tempo ela descobre o Pai! E aí a mãe sente ciúmes...afinal, no coração da mãe, ela é que deveria ter a preferência absoluta! Coisa que, lógico, a cabeça entende, mas o coração teima em discordar. Acostumada a sentir durante longos meses o bebé a agarrar-se ao seu pescoço, segurar na sua mão e apenas dormir no seu colo, a mãe apodera-se dessa relação, que passa a ser a sua prioridade. Assim de uma hora para outra, quando a criança começa a escolher o pai para fazer tudo, o choque é grande. E piora um pouquinho com o tempo.À medida que a criança cresce, crescem também as suas solicitações, cobranças, teimosias. São da mãe a maioria dos “pode e não pode”, “deixo ou não deixo”, “hora disto, hora daquilo”. Quando o pai aparece, essa longa caminhada já foi cumprida e sobra tempo para a brincadeira e o carinho. O “não” do pai costuma ter mais força não só porque a sua figura impõe autoridade, mas simplesmente pelo facto de a criança escutar dele menos ordens durante o seu dia! A verdade, no entanto, é que essa divisão de tarefas significa a soma. O pequeno precisa na mesma medida da doçura da mãe e do limite do pai. Jamais pense em pedir para a criança escolher um ou outro. Isso seria subtrair! Cada um tem o seu papel,o seu espaço garantido, os seus deveres e as suas regalias! E, para ajudar nessa função compartilhada, é importante que as regras sejam estabelecidas e respeitadas (ou seja, que nenhum desautorize o outro, o que deixaria a criança confusa).Que não se crie uma competição nunca. Escuto muito que “mãe é mãe”. Está sempre disposta a correr para o filho, abrir mão de qualquer coisa e fazer qualquer sacrifício, enquanto os pais às vezes são omissos, desinteressados e distantes. Assim, sorte a sua se o seu companheiro está a criar uma relação de grande proximidade com o seu filhote e a  conquistar esse espaço.

Sorte maior ainda da criança, que tem um pai disposto a brincar, trocar a fralda, contar histórias, fazer dormir. São esses os momentos que asseguram a intimidade e reforçam os elos de confiança e amizade, segurança e amor!


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