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Mas, logo que ficaram fortes e crescidos, decidiram afastar-se e percorrer o mundo, pois diziam que era muito aborrecido viver sempre junto ao ribeiro e aos canaviais. A senhora porca avisou-os de que no mundo existiam muitos perigos e que, gordinhos e resplandescentes como estavam, era quase certo que logo seriam devorados.
Mas eles não quiseram ouvi-la e decidiram partir, apesar dos perigos. - Pelo menos – disse-lhes a mãe – prometam-me que, para onde vão, construirão uma casinha para se protegerem do lobo, que é o vosso maior inimigo.
Eles prometeram que assim o fariam e, muito alegres e felizes, partiram rumo a países desconhecidos para viverem a sua vida. Após alguns dias chegaram a um lugar maravilhoso, povoado de grandes árvores, já muito perto das montanhas altas. - Façamos aqui a nossa casinha – propôs Mico. E começaram a construir uma cabana com as folhas das árvores que encontraram por ali. A casa ficou muito bonita. Mas, no dia seguinte, o lobo passou por ali e aproximou-se para ver o que era aquilo. O lobo vinha com a barriga cheia, pois tinha comido duas ovelhas. Quando viu que se tratava de uma cabana, sentou-se nas patas traseiras, soprou com toda a força e a cabana veio toda abaixo.
- Não os como agora porque estou cheio de carne de ovelha – disse aos porquinhos – Mas não perdem pela demora! Se não for hoje, será amanhã ou depois, ou daqui a três dias... Do que podem estar seguros é que acabarão dentro da minha barriga... ah, ah, ah! Os porquinhos decidiram então construir uma cabana mais resistente. Juntaram ramos e troncos e com tudo isso fizeram uma casinha. Colocaram uma tranca na porta e, despreocupados, foram-se deitar muito tranquilos. No dia seguinte, quando o lobo passou por ali, exclamou a sorrir: - Que casa tão bonita que vocês construíram!
E em seguida gritou: - Esta noite comi três cordeiros e tenho a barriga cheia, mas amanhã ou depois comer-vos-ei. Ah, ah, ah! E, aproximando-se da cabana, soprou com todas as suas forças e derrubou-a. Os porquinhos fugiram dali, mortos de medo, enquanto o lobo continuava o seu caminho até à montanha, rindo às gargalhadas e lambendo os bigodes com gosto. Aqueles porquinhos estavam tão roliços e resplandescentes...! Sem tempo a perder, os três irmãos começaram a juntar pedras e construíram uma casa muito mais segura, que remataram com uma chaminé muito alta.
Passaram vários dias sem que o lobo aparecesse por ali. Mas uma tarde viram ao longe o lobo a aproximar-se, muito fraco e com cara de fome... Tremendo de medo, os três porquinhos correram para dentro de casa. O lobo aproximou-se, farejou as paredes de pedra e, com as unhas, tentou fazer nelas um buraco. Mas as patas já sangravam e o muro não cedia. - Vou comê-los! Vou comê-los ainda que se metam debaixo da terra! – gritou, furioso. E, ao ver que não conseguia derrubar as paredes nem entrar pela porta da casa, decidiu subir ao telhado.
- Entrarei pela chaminé! – gritou. – Ah, ah, ah! E começou a trepar pela chaminé. Mas quando já quase atingia o topo, escorregou e caiu no chão, magoando-se tanto que decidiu fugir dali para sempre. Mico, Chico e Pico viveram felizes e tranquilos para sempre
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